quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Sony contra George Hotz


Quem não está acompanhando os eventos desde o começo pode dar uma olhada aqui para se inteirar. Em resumo, a briga da Sony com o Geohot é muito mais do que uma luta entre Davi e Golias.

Vamos à versão resumida do que esse debate envolve. Antes de mais nada, deixemos de lado a barulheira que tem sido feita em torno do assunto para ver o que realmente está em jogo: a mudança de estatuto do PS3 (e possivelmente dos videogames) dentro do DMCA (Digital Millenium Copyright Act). Esse documento foi alterado no ano passado (ou terá sido 2009?) para incluir informações a respeito do destravamento de celulares. A última versão do dele diz que um celular é entendido como um sistema fechado, pois ele executa conteúdo exclusivo do seu fabricante. Entende-se que o usuário fica privado do acesso à informação livre. Por exemplo, compras da Aplle iTunes e Apple TV não podem ser transferidas para outros aparelhos que não sejam da própria Apple. Basta lembrar ainda dos casos de censura do Zune (Microsoft) e da própria Apple (especialmente aquela edição da Dazed and Confused que tinha a Madonna). Em todo caso, a partir da revisão do DMCA, esses aparelhos já podem ser desbloqueados legalmente, preservando o direito que o consumidor tem de escolher as suas fontes de informação e entretenimento.

Por que a briga é boa? Ora, se o Playstation 3 também é um sistema fechado, pois ele só executa conteúdo previamente aprovado pela Sony, ele pode ser enquadrado nos termos do DMCA? Esse parece ser o ponto-chave do debate, que também inclui uma polêmica sobre a noção de posse. Se o usuário comprou um aparelho, ele tem direito de utilizar aquele hardware como quiser. É mais ou menos como comprar um PC com Windows, formatar assim que chegar em casa, instalar o Linux e começar a compilar os próprios programas. No caso do PS3, o destravamento significa aplicativos homebrew (feitos em casa) e o possível retorno do Linux, que foi cortado pela Sony a partir da atualização de firmware 3.15, se não me falha a memória. O engraçado é que a possibilidade rodar Linux no PS3 era mostrada pela empresa como um dos grandes diferenciais em relação à concorrência. Havia um certo discurso de liberdade. Inclusive, havia um certo órgão de defesa dos EUA usando PS3 rodando Linux para cálculos complexos.

Até aí tudo bem, somos todos favoráveis à circulação do conhecimento, software livre e esse papo todo. O negócio é que os homebrews podem ser utilizados para piratear jogos. Já existem backupeadores de jogos (você insere o jogo e faz backup dele no HD interno do PS3), aplicativos FTP (para transferir dados - inclusive jogos backupeados - entre o PS3 e um PC) e, atualmente, trabalha-se com os backup loaders (aplicativos que carregam os jogos backupeados direto do HD, sendo que você pode jogar como se tivesse o original). Uma rápida busca no Google ou, melhor ainda, em fóruns da internet, mostra a qualquer um a grande variedade e disponibilidade desses aplicativos.

Só para deixar algo claro: nem o geohot nem o fail0verflow são favoráveis à pirataria. Eles apenas abriram as portas do PS3 para códigos que não venham da Sony. O que os demais usuários fazem com as chaves e códigos não é problema de nenhum dos dois. Essa argumentação é mais ou menos a mesma situação com as armas de fogo. A culpa da morte de alguém é do fabricante - que fabrica armas para as forças de segurança - ou da pessoa que puxou o gatilho?

Em todo caso, o caso "Sony contra geohot" poderá abrir jurisprudência interessante. Se ele for vitorioso, o PS3 será oficialmente encarado como um sistema fechado, enquadrado nos termos do DMCA e, a partir daí, será 100% legal destravar e escrever programas caseiros para ele.

Vamos ver onde é que isso vai parar.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

1-UP!


Depois disso qualquer um pode ter 99 vidas!

\o/

domingo, 16 de janeiro de 2011

BOOM-SHAKA-LAKA!!!


Celebrando o triunfante retorno de NBA JAM para PS3, XBOX360 e Wii, aqui vai um quadrinho que fiz. Aos interessados em saber como o novo/velho jogo ficou, basta dizer que ele é bem parecido com a versão original de SuperNES (rachei de jogar isso na casa do Ricardo, em meados dos anos 1990) e de fliperama.

A nova edição do jogo possui modelos tridimensionais com animações muito boas, modo cabeção, o presidente Obama como personagem jogável e mais algumas funções novas. Um bocado de coisas podem ser feitas utilizando o stick direito (testei a versão de PS3). A jogabilidade continua basicamente a mesma, o que mostra como a fórmula por trás do jogo já era inicialmente sólida anos atrás.

Por favor, não entrem nele esperando a profundidade ou qualidade de algo como o NBA2k11, por exemplo. NBA JAM não é uma simulação, muito pelo contrário, é um jogo para brincar com os amigos, fazer enterradas loucas e ouvir o comentarista dizer coisas engraçadas. Aliás, são basicamente as mesmas frases da outra versão regravadas, o que explica o título do post. Quem aí não se lembra de boom-shaka-laka, from downtown, at the buzzer, denied e o clássico "he's on fire!!!"? Tem até o "EA Sports, it's in the game!" na abertura!

Não que eu aprecie os jogos lançados pela EA recentemente, mas isso é outro papo...

Enfim, se você gostava do NBA JAM das antigas, não deixe de conferir a nova versão, com polígonos, imagem em alta definição, som surround e tudo mais. Recomendadíssimo.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Loja do Error


Mais uma semana, mais um quadrinho. Dessa vez é a loja do Error (alguém aí lembra dele no Zelda 2?). A loja vende potes de cerâmica e galinhas. Está proibido de frequentá-la um certo habitante de Hyrule...

Os sprites vieram de Zelda 2 (Error) e de Zelda - A Link to the Past (todo o resto), games de NES e SNES, respectivamente.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Watch out for bomb-shroom!!!


O resultado final, depois de muito recortar, copiar e colar sprites foi esse.

Triunfante (?) retorno!!


E aí pessoal! Depois de um loooongo período sem postar nada, resolvi reativar o blog. O plano é fazer uns quadrinhos, postar uns textos e reviews de jogos.

Vamos começar com o quadrinho. A versão inicial é essa aí logo acima, feita no verso de um papel usado para rascunho. Aliás, o tal papel já tinha sido usado pra imprimir, mas a tinta acabou no meio do serviço. Reaproveitamento de papel FTW!!! \o/



quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Jogos de ultimamente

Me esperando embaixo da árvore de Natal estavam alguns jogos. Alguns para Wii, alguns para PC. O PS2, coitado, ficou sem atividade. Apesar de ser um console maravilhoso, provavelmente o que mais me divertiu dentre todos os que já tive, não saem jogos legais pra ele já faz um bom tempo. Winning Eleven 2009 não conta, já que se trata de uma versão MUITO mais pobre do que a disponível para PS3/XBOX360/PC. Aqueles jogos de luta livre e franquias esportivas anuais também não valem de muita coisa. Aliás, o canto do cisne para o PS2 parece mesmo ter sido o FFXII, ou talvez God of War 2. Mais recentemente, Persona 4. E pronto, está praticamente defunto. Em todo caso, eu ainda compraria um PS2 pela quantidade de bons jogos disponíveis. Se alguém tiver uma sugestão de bons jogos de PS2 que saíram recentemente, os comentários estão abertos.

Mas esse não é o assunto do post atual. Falemos das explorações de design e jogabilidade em outras plataformas. Dois jogos têm me feito constantemente feliz durante esse fim de ano. Ambos disponíveis no Wii, ainda que um deles eu esteja jogando no PC.

O primeiro deles, exclusivo do Wii, é o Boom Blox. O jogo foi idealizado por um tal de Steven Spielberg (!) e faz bom uso do Wiimote como dispositivo apontador e como maneira de interagir com o jogo. A meta é bem simples, você atira uma série de bolas (de baseball, de boliche, bolas-bomba e por aí vai) em blocos empilhados. Cada bloco tem um valor de pontos. Quando todos os blocos forem derrubados, o jogador com mais pontos vence. É interessante porque há vários tamanhos, tipos e pesos diferentes para cada bloco, de acordo com o seu valor ou posição estratégica.

Outra maneira de jogar é disputando partidas ao estilo Torremoto (Jenga). O jogo monta uma torre com blocos empilhados e os jogadores devem usar o controle (junto com o sensor de movimento e aceleração) para retirar os tijolos sem que a mesma desmonte. Funciona bem e rende umas boas risadas.

Passei a noite do dia 24 e boa parte do dia 25 jogando isso com minha adorável esposa e nossos visitantes natalinos. Nos divertimos muito e rimos um bocado, lembrou muito os antigos jogos de tabuleiro. Quem sabe na próxima a gente apela pro Jogo da Vida ou pra uma partida interminável de Banco Imobiliário... Bom mesmo eram o Palavras Cruzadas (Scrabble) ou Twister.

Para que fique registrado, parece que a Electronic Arts está tomando jeito. Boom Blox, Dead Space, Skate e outras franquias interessantes foram lançadas esse ano. Ok, acho que o Skate saiu em 2007, mas o argumento continua o mesmo. Novas franquias e propriedades intelectuais são interessantes. Chega de Need for Speed. Aliás, foi-se o tempo em que o jogo era sobre usar carrões esportivos em estradas. Desde o NFS Underground o jogo ficou excessivamente urbano. De uns anos pra cá, é tudo sobre nitro, fazer rachas e fugir da polícia. O outro lado da moeda é que, assim como o NFS, a avalanche de versões de The Sims e dos jogos anuais de esporte continua.

E para que fique registrado: não tenho nada contra os jogos de corrida urbanos, gosto muito de Midnight Club e Burnout. A diferença é que os dois são, ou foram, na minha opinião, muito mais inovadores do que a série NFS de uns anos pra cá.

Voltemos ao assunto do post. O outro jogo, disponível via WiiWare ou PC, é o World of Goo (feito pela produtora independente 2D Boy, composta por apenas duas pessoas). Você usa apenas o mouse para posicionar e colar bolotas de uma meleca preta e pegajosa umas nas outras. O objetivo é fazer pontes para cruzar abismos, montar pirâmides de meleca e etc. Mais ou menos como Lemmings, você tem que levar uma dada quantidade de meleca (ou de lemmings) de um lado para o outro do cenário. As ferramentas de Lemmings foram substituídas por melecas de cores diferentes que, é claro, possuem propriedades diferentes.

Como o jogo é para PC, aqui vai o link para a versão demo.

Recomendo ambos para os jogadores mais experimentados e também para os que possuem pouca ou nenhuma intimidade com os videogames. São jogos com mecânica simples, profundamente divertidos e que fazem bom uso do raciocínio dos jogadores.

Enquanto isso, a jogatina continua correndo solta no Oblivion. Estamos chegando perto de 50 horas com Afaniel, uma elfo negra, ladina, especialista em arqueirismo. A maioria dos quests têm sido resolvidos com uma combinação de furtividade, e flechadas pelas costas. Já completamos a Guilda dos Ladrões, a Arena na Cidade Imperial e as missões da Irmandade Sombria. Estamos fazendo um bocado de sidequests menores para, enfim, jogar os quests principais do jogo. Tem coisa demais dentro de um jogo só viu, putz!

E vocês, como passaram o natal? Jogando muito?

Cardápio de ano novo: aprender a usar o MAME e mandar ver nos jogos da minha infância/adolescência. Todos aqueles de briga de rua, as quinhentas versões de Street Fighter e Mortal Kombat, contra os X-Men, a Marvel e a pia da cozinha. Acho que a lista de jogos dava um bom post, hmmm...

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Ambientalistas? ãn?

Respondendo a um questionamento do PK, achei que isso devia virar post.
A pergunta foi:

"Jorge e Aninha - respondam com sinceridade...

Vcs encontram muitos "ambientalistas" e "defensores da natureza" por aí, abraçando árvores e beijando as pacas? Tem representação do Greenpeace e da WWF, com jovens ativistas se acorrentando na frente de prédios?

Engraçado. Parece mais fácil defender a nossa amada natureza tropical de dentro de escritórios com ar condicionado. Porque ficar levando picada de inseto, passando calor e fugindo de chuva dá taaaaanto trabalho, né?"

E a minha resposta é:

Não eu não vejo ativistas e nem ambientalistas, mas no nosso caso é diferente - não que eu esteja dizendo que eles andam por ai, mas Trombetas é uma área de preservação sim, porém privada. Nem se eles quisessem vir aqui não poderiam sem a autorização da mineração, até vendedor de barsa tenta entrar na cidade e não consegue, alegam ser brasileiros no território nacional bla bla bla, masssssssssss é área privada! Então se fuderam. Só que a mineração tem uma política ecológica fantástica, tanto de reflorestamento quanto de conscientização popular na cidade, aqui não tem lixo na rua, a gente convive com animais nativos - as vezes isso assusta, mas fazer o que.. Então, na verdade um ativista aqui ia boiar, pq tudo o que vc pensar de salve a natureza a mineração faz. Aqui a coleta é seletiva, a energia de biocombustível, é tudo muito certinho, a cidade tem iso 14001 de qualidade de vida. Não tem lojas e restaurantes, não é um lugar perfeito, mas é um lugar que retira o emprego dos ativistas, heehehehhehe Mas tem algo muito triste, quando a gente sai de avião da cidade, uns minutos depois, talvez uns 30, sei lá... a gente olha pra baixo e vê clareiras de desmatamento, tudo queimado, sem árvores, nem nada. Esse "buracos" me fazem fazer a mesma pergunta que você: cadê os ambientalistas e ativistas que querem salvar a amazônia? Talvez em cadeiras e no ar condicionado pensando em como fazer os EUA aceitarem o protocolo de Kioto, ou coisa assim. Acredite, apesar do trabalho que a Mineração faz aqui, da Vale em outras partes, e outras empresas, se alguém não mexer a bunda a amazônia vai acabar. Cada dia cresce a área de desmatamento. E ai?
Beijão e muitas saudades de vcs tb!

sábado, 25 de outubro de 2008

Men at work



Ah, a vida em Porto Trombetas, o lugar mais bucólico da

humanidade! É comum a gente ver por aqui um monte de espécies

tipicamente amazônicas levando suas vidas numa boa. Por exemplo,

todas as manhãs e nos fins de tarde eu vejo cotias na ida e na

volta do trabalho. De vez em quando, se você der sorte, pode ver

um veado. Todos os dias ouvimos o barulho do macaco guariba.

Também já vi algumas vezes tucanos e araras vermelhas. A Ana até

já viu as azuis. No fim de semana passado fomos ao Lago do Moura e

vimos patos, um pássaro pescador (como um mergulhão, que nos

mostrou que nem só os beija-flores pairam no ar) e botos que

nadavam acompanhando nosso barco. Isso sem contar nas inúmeras

criaturas que apenas ouvimos durante o acampamento noturno e

diurno.
No entanto, nem tudo são flores.
No início do mês de outubro tivemos uma mega-chuva, daquelas de

cinema. Acho que é isso que os gringos chamam de tropical

rainstorm. Ela derrubou um monte de árvores na cidade e, suponho,

na floresta. Graças aos céus, ninguém ficou ferido. A outra coisa

que ela derrubou foi o sinal de internet. Ou seja, alguma árvore

em algum lugar caiu por cima dos fios, antenas ou sei lá-o-quê

responsável pela comunicação entre a cidade e o satélite de uma

dessas telecoms sem rosto. O resultado, nossa internet voltou

ontem, depois de quase três semanas.
Enquanto isso, a operadora TIM aprontava das suas. Tim-ganei,

Tim-lasquei, Tim-fudi e assim por diante. Com certeza, fruto de

uma boa dose de chuva e árvores "mal posicionadas".
A combinação de ausência de internet e ausência de telefonia é uma

mistura perigosa, deixa a gente meio doido. "E se acontecer alguma

coisa? E se eu tiver um troço e não puder ligar para o hospital ou

os números de emergência?"
De fato, Trombetas é realmente um local bucólico.
Quanto mais a gente fica aqui em cima percebe como é diferente do

mundo aí embaixo. Seja pela velocidade e estabilidade das conexões

via internet ou celulares, ou pela rede de serviços e comércio

disponível a praticamente qualquer hora do dia ou da noite. Por

exemplo, a Ana foi picada por uma vespa ontem. Fomos ao hospital

porque ela teve uma reação alérgica. Formou-se primeiro um inchaço

pequeno, do tamanho de uma moeda. Ele terminou bem maior que um

pires, com direito a injeção de dexametasona e tudo mais. Falando

na rede de serviços, não havia uma farmácia aberta na cidade para

que comprássemos a pomada receitada pelo médico. E pensar que o

relógio tinha acabado de marcar a sua décima badalada noturna.
Não pensem que estou reclamando, muito pelo contrário. Onde mais

podemos ver gaviões caçando, araras voando e cotias comendo sem

ter que ligar o NatGeo ou Animal Planet? Aliás, a floresta tem um

som muito melhor ao vivo.
Enquanto isso, a Ana me diz "só não quero ficar lá dentro, a casa

e o asfalto estão ótimos". Impagável.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Novo membro da família


People, essa é a Mel...

A nossa menina cofap! hehehheheh

beijos